Noites de Insônia
SER BONZINHO NÃO É VIRTUDE, É COVARDIA SUA DISFARÇADA:
POR: VICK
Super recomendo ouvirem, acho que levei um belo tapa na cara também ksks
INTRODUÇÃO:
Por que você está romantizando a sua forma de barganhar afeto?
Uma pessoa “boazinha” não é gentil, só é passiva, aceitando as regras que lhe são impostas, até mesmo sem questioná-las ou se rebelar contra as mesmas
Ela quer sempre ceder, muitas vezes por medo de conflitos, julgamentos ou até, do desconhecido
Ela vai sempre dizer ou fazer aquilo que você quer, nunca o que muitas vezes você precisa ouvir, o que muitas vezes pode te desagradar ou não, seja isso em palavras ou ações;
Ela não está tentando ser boa, e sim apenas tentando não ser descartada, pois ela quer se sentir pertencente a algo ou alguém
A ILUSÃO DA BONDADE:
Não é porque uma pessoa boazinha demonstra ser boa que ela é inofensiva, ou que realmente se importa com determinada questão ou situação
Ela ajuda ou finge se importar, porquê ela precisa ser necessária, por isso ela constrói um personagem agradável suficiente para nunca ser questionada, nunca ser confrontada nunca ser deixada, e isso é autopreservação disfarçada de virtude
E para quem quiser ver mais sobre este tópico, dê uma olhada no meu artigo: “NÃO BASTA VOCÊ NÃO SER, VOCÊ TEM QUE SER ANTI:” onde trato com mais profundidade esse tópico que envolve a naturalização da Neutralidade
Ser uma pessoa boa exige algo que o “bonzinho” evita:
Os seus princípios são julgados socialmente, pois ela demonstra os mesmos sem medo de ser mal interpretada, de ser desagradável para determinado grupos de pessoas, pois ela aceita isso
Uma pessoa boa vai atender a necessidades daqueles ao seu redor e também as de si mesmo, visando equilibrar ”de quem é a vez” de atender a necessidade em questão
No momento em que você para de ser conveniente, você deixa de ser interessante para muita gente
Enquanto uma pessoa “boazinha” terá como objetivo alcançar um estado de perfeição inexistente para se sentir pertencente ou incapaz de receber qualquer julgamento, bom ou ruim; Uma pessoa boa deixa suas atitudes serem interpretadas de diversas formas diferentes, sem deixar que isso altere sua realidade;
Uma pessoa que não tem medo de se posicionar
Antes uma pessoa com o mínimo de coragem para assumir seus ideais e posicionamentos, do que uma covarde que age por baixo dos panos ou nem age
E está aí a covardia, a partir do momento em que você deixa de agradar a todos, obviamente todos aqueles que se aproveitavam ou que acreditavam que você concordava com eles, vão sumir mais facilmente de como entraram na sua vida
Isso se é que algum deles entrou ou realmente se importou em entrar…
Isso acontece porquê você deixou de ser útil para todos eles
Até porque, quem não ama ter uma pessoa que nunca irá julgar suas ações, falas, ideais e etc… independente de o quão errada você seja?
A covardia vem da preferência de se anular, por isso uma pessoa boazinha não irá ser um alecrim dourado, e com certeza irá depender desse glamour de atitudes boas para fazer com que nunca seja abandonada, para que se torne o centro de refúgio para muitas pessoas
Para ela, manter relações rasas do que enfrentar o desconforto de ser real — É rota mais fácil — Porque ela nunca vai ser escolhida por aquilo que ela é, e sim pelo que ela oferece
E isso nunca sustenta uma relação de verdade, já que não exige responsabilidade
Uma pessoa boazinha acaba passando mais tempo pensando na sua própria covardia do que qualquer outra pessoa
“Síndrome do Herói” do Baco do Exu retrata muito bem isso, você não é verdadeiramente bom, você só é covarde, uma pessoa que vive dentro de suas próprias inseguranças, e por mais que haja um fundo de bondade em suas palavras e ações, o centro de tudo ainda está ligado a você mesmo, ao seu real e principal medo
Se você precisa deixar de ser quem é para não ser abandonado, então nunca foi escolhido, apenas tolerado.

